quinta-feira, setembro 17, 2015

Paz

                                                                                                

Gosto de viajar de avião. Veja bem, gosto, não amo. 
E confesso que toda vez em que estou sentada com a "poltrona na posição vertical, com cinto afivelado e mesinha travada", aquele friozinho na "boca" do estômago chega como quem não quer nada. É batata.
Agora, checando antes a previsão do tempo, a boca do estômago "neva" antes mesmo de chegar no aeroporto.
Bom, previsão confirmada: voo atrasado pelo mau tempo tanto no destino de origem como no de chegada. Aí o lance é tentar relaxar e se distrair com as figuras que a gente vê no saguão de embarque de todo aeroporto. (Qualquer dia posto aqui um Top 10 da ponte aérea... rs)
Aí o comandante sarrista diz que a previsão de tempo de voo está estimada em 45 minutos e que há previsão de turbulência onde a aeronave "pode balançar um pouquinho só" (entre aspas pq foram as palavras exatas dele). Oi??? Aff... Rs.
Mas passados os cinco minutos (que mais parecem horas) em que finalmente o gigante de asas de metal consegue romper as nuvens carregadas de água e eletricidade (ops, pausa pra lembrar que metal + água + eletricidade tem tudo pra não dar certo, né não?), eis que vem a recompensa, retratada nas fotos abaixo.
E é nesse momento que é inevitável não fazer uma analogia entre as turbulências num voo provocadas pelo tempo instável e as tribulações que nos atingem em alguns momentos de nossas vidas.
O Senhor não disse que as não teríamos, mas sim que as venceríamos se permanecêssemos firmes e constantes em nossa fé, certos de que a recompensa pelo nosso esforço sempre vem, mesmo que tarde em chegar.
O avião sou eu e você, suas turbinas (que são responsáveis por mantê-lo firme e com a velocidade constante em direção ao objetivo) são como a nossa fé e a recompensa é a vitória de alcançar o lugar seguro acima da tempestade.
Depois da aflição, vem a paz.
Não tive como não me emocionar ao sentir o sussurro do Espírito Santo de Deus em meus ouvidos, me dizendo: "filha, meus pensamentos pra você são de paz, para te dar o fim que espera".
Todo o restante do voo foi assim. Acima das nuvens. Em paz.
Assim como espero que sejam os dias vindouros.

"Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais". (Jeremias 29:11)








quinta-feira, março 08, 2012

8 de março de 2012

Neste dia em que alguns decidiram que seria "nosso", algumas palavras de uma mulher que eu considero uma das maiores escritoras da atualidade, e por que não, de todos os tempos.
Sintam-se abraçadas!


Canção das mulheres, por Lya Luft

"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."


terça-feira, outubro 26, 2010

Até onde a gente "conhece" alguém?

http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26095404

Tem algumas notícias ruins que realmente mexem comigo.
Muitas acabo "abduzindo" da mente, talvez como forma de defesa do meu emocional.
Mas outras não tem como passarem despercebidas.
Quando ouvi o caso da pequena Joanna, e li o nome do seu pai, procurei saber mais e me deparei com uma dessas notícias ruins que acabam mexendo comigo.
Fica o registro, por enquanto.
Quem sabe, depois, um manifesto.
Quem sabe... :(

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Um elogio, por favor!

"Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio"
(Sigmund Freud)


É interessante como quase todo mundo reage da mesma maneira quando recebe um elogio.
Se elogiam a roupa, diz-se logo que é velha, que já foi usada outras vezes, que a combinação não tá tão boa assim...
Se dizem que parece que a pessoa tem muito menos idade do que realmente tem, lá vem o rebate: "Mas eu já tenho xx anos mesmo!"
Se elogiam o novo corte de cabelo, o mérito é todinho do cabeleireiro.
(O sucesso das novas madeixas nada tem a ver com aquelas infinitas horas de pesquisa de imagens de cabelos feita no Google, ou com aquelas quinhentas revistas folheadas em busca do cabelo perfeito.)
Se o perfume é bom, foi alguém que deu.
Se a bijou é bonita, foi aquela amiga estilosa que indicou.
E por aí vai...

Mas a verdade é que a gente se arruma, se ajeita, se produz, passa um bom tempo à frente do espelho, tira e põe a mesma roupa um monte de vezes, troca de sapato, de bolsa, aff! Só de escrever já cansa!
Tudo isso pra, quem sabe, ser notado por alguém. Ou por mais de um alguém...

E não é só na aparência que a gente faz assim.
Nos esforçamos pra nos destacarmos no trabalho, entre amigos, na família.
Só queremos passar despercebidos "naqueles" dias. E aí sinta-se à vontade pra interpretar o "naqueles" como quiser...

Quando a gente percebe que o comentário acima faz sentido, passa a agir diferente.
E digo isso por experiência própria.
É extremamente gostoso assumir o papel de indefeso (nesse caso, e em alguns outros)!
E também é muito bom perceber que não é necessário estar no padrão de beleza/ inteligência/ cultura de A, B ou C para causar admiração em algum momento.
Ela acontece e se materializa na forma de elogio quando, em algum momento, chamamos positivamente a atenção de alguém.

Então por que será que é tão difícil dizer simplesmente obrigado(a)?
Por que não aceitar o elogio e permitir que o dia seja ganho por tê-lo recebido?
Mistério, diriam alguns.
Eu já acho que a gente vive num mundo tão frenético, tão cheio de atribuições, com tão pouco tempo pra conseguir dar conta de tudo o que precisa ser feito no dia que não conseguimos parar um pouco pra observar, pra prestar atenção em quem nos cerca.
Mas por um lado, se o "tempo é curto", por outro temos "meios" que nos ajudam a compensar a oportunidade perdida.
Dá pra parar um minutinho e elogiar através de um torpedo, de um email, com um cartãozinho virtual, ou até mesmo um scrap.
O que não dá é pra pensar que todo momento passado não volta mais.
É possível "resgatar" o instante que passou.
Basta que a gente se disponha à isso. :)

quinta-feira, dezembro 03, 2009

"Miss imperfeita"

Se o texto foi mesmo retirado da Revista do Jornal O Globo, e se a Martha Medeiros é jornalista e escritora , não sei.
Mas o fato é que além de me identificar com essa tal "miss imperfeita" em vários trechos do texto, ele é bom e quis que ficasse registrado por aqui. :)

(Texto publicado na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário




Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.



Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


(Martha Medeiros - Jornalista e escritora)

domingo, abril 26, 2009

A cobrança

Até onde cobrar algo de alguém pode acabar por produzir o contrário do que se deseja? Essa é uma pergunta que me faço nos últimos tempos.
A cada dia percebo que o amor é um sentimento recheado de contrariedades...
Os opostos se atraem. Pra mim isso é fato.
Mas a pergunta que me faço ultimamente é: Permanecem atraídos pra sempre?
Depois do início, onde tudo é novo, lindo e diferente, uma relação pode cair na tão temida rotina. Pode não, cai.

E é aí que surgem as cobranças.
Como não cobrar pelo elogio que nunca chega?
Pelo "ser surpreendida" que não acontece?
Pela observação positiva que dificilmente é feita?
Pelo óbvio que nunca é visto?
Pelas entrelinhas não compreendidas?
Pelos pedidos não atendidos?
Será que a solução desse meu problema é simplesmente não cobrar?
Mas como é difícil isso...

A existência do amor por si só deveria ser suficiente.
E eu agradeço aos céus todos os dias pelo que tenho e vivo.
Mas por que será que a gente nunca está satisfeito com o que já tem?

terça-feira, março 31, 2009

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Ah! Estou de volta à vida de Coruja...

... pelo menos no mês de fevereiro.
Ainda não sei se em definitivo, vai depender do conjunto de alguns fatores... rs.
Mas as fotos aí embaixo mostram a visão que a gente tem quando chega aqui na Unicamp de noite. :)



Parque das Águas

Esse parque é mais um dos motivos que me fazem gostar de Campinas.
Falta praia por aqui, as lagoas são artificiais, mas até que o pessoal que governa se esforça pra criar lugares que amenizam a falta das belezas naturais.
Ele fica no bairro onde moro (dá pra vê-lo do meu quintal), e se tornou meu aliado na "guerra" contra as gorduras localizadas em todo o meu corpo (rs) e que insistem em fazer morada nele, apesar das muuuitas ordens de despejo já recebidas (+ rs).


Caminhar por ele nas iniciais 3 voltas (espero chegar as 5 em breve), além de ajudar a melhorar o tal do condicionamento físico, tem proporcionado a mim momentos interessantes de conversa com Deus.
Hoje, durante o intervalo de uma música que não gosto (que tocava na rádio sintonizada no meu celular), orei por minha família, por alguns amigos e líderes, agradeci pela minha vida.

Espero em breve que o bendito condicionamento físico melhore, pra poder andar de bike nessas trilhas.
Porque se eu tentar fazer isso agora, com certeza o coração não aguenta! Hehehehe... :)

segunda-feira, fevereiro 02, 2009



MEU UNIVERSO

Que sejas meu universo
Não quero dar-te só um pouco do meu tempo
Não quero dar-te um dia apenas da semana

Que sejas meu universo
Não quero dar-te as palavras como gotas
Quero que saia um dilúvio de bênçãos da minha boca

Que sejas meu universo
Que sejas tudo o que sinto e o que penso
Que de manhã seja o primeiro pensamento
E a luz em minha janela

Que sejas meu universo
Que enchas cada um dos meus pensamentos
Que a tua presença e o teu poder sejam alimento
Jesus este é o meu desejo

Que sejas meu universo
Não quero dar-te só uma parte dos meus anos
Te quero dono do meu tempo e dos meus planos

Que sejas meu universo
Não quero a minha vontade
Quero agradar-te
E cada sonho que há em mim quero entregar-te


Música cantada pelo PG, que ouvi pela primeira vez no sábado, dia 31/1/08, e que encheu meu coração de vontade de ter mais de Deus na minha vida.
Pra minha bênção e para os que me cercam.

Para ouvir a canção: http://www.mp3tube.net/br/musics/PG-Meu-universo/90762/

sábado, novembro 22, 2008

Romance é tudo!!!

Dever do Dia...

Nem sempre eu consigo entender a razão de algumas coisas serem como são, e os porquês de outras coisas que acontecem, mas Deus sempre dá um jeito de me mostrar que Ele está no controle de tudo.
Ler essa poesia hoje fez o final do meu dia mais feliz.
Saber que o Senhor cuida de mim, apesar de todas as coisas, me faz mais feliz.
Entender que esse amor é incondicional, atemporal e eterno, com certeza me faz muito mais feliz. :)

Dever do Dia

Pára de lutar, queixar, acusar,
buscar razões, soluções,
em mil caminhos
que vão chegar ao nada,
como uma porta fechada
ao fim do corredor de cada tentativa.
Pára de buscar alternativas,
procurar explicações.
“Deixa o assunto com o Pai”,
que tem a força e a sabedoria
e confiante vai
fazer o teu “dever do dia”.
Levanta os olhos até onde
o olhar alcança
e vê quanta falta de paz e esperança:
campo branco a esperar por ti.
Começa por aqui. Ao teu redor
há um mundo de oportunidades
para exercer o amor.
Mas, se nem mesmo consegues te mover,
lembra que Deus habita no louvor:
pede, então, que derrame
em teu coração a sua alegria
que nossa força é:
e pela fé, aí mesmo
- onde só Deus é tua Companhia –
canta essa Alegria!
Esse pode ser
o teu dever do dia!
- ...amanhã?
- “Deixa o negócio com o Pai”!


Da grande Myrtes Mathias.

segunda-feira, outubro 13, 2008

A preguiça...

Tem tempo que não não dou o ar da graça aqui por essas bandas...
E nem é tanto por falta de tempo ou de histórias e causos, e sim por culpa da famigerada preguiça...
Ainda bem que Machados, Drummonds, Clarices e tantos outros eram imunes a essa praga! Rs.
Longe de mim me comparar a qualquer um dos daí de cima... só quis dizer que os escritores de verdade e de talento não se deixavam vencer pela preguicite crônica muitas vezes aguda que me invade e quase sempre me derruba.
Se fosse um vírus, com certeza algum super crânio que adora a pesquisa imunológica já teria inventado uma vacina que desse cabo desse mal.
E eu seria uma cobaia de testes com prazer! :)
Mas um dia eu crio jeito. Tenho fé! ;)

quinta-feira, junho 26, 2008

A realização de um sonho!


"Deus é bom pra mim
Deus é bom pra mim
Feliz estou
Caminhando vou
Deus é bom pra mim!"


Bom, nesse caso ao invés de caminhando,vou andando de Fusca... rs.
Tenho a honra de apresentar o Bujão!
O fusca mais lindo do mundo inteiro!!!
Obrigada, Pai. :)

terça-feira, abril 08, 2008

Ri muito quando li isso! Mulheres... ;)

terça-feira, abril 01, 2008

Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Antes e depois...





















A viagem com destino certo, mas sem grandes planejamentos, era um desejo compartilhado pelo bonito e por mim.
Pegar o carro e ir.
Parar onde desse vontade, fotografar e curtir a vista.
Pernoitar onde fosse confortável, mas mais em conta.
Sem pressa.
Sair da rotina de prazos e de cronogramas.
Esquecer do corre-corre do nosso dia-a-dia.
Curtir apenas.
Aproveitar e relaxar.
E foi assim ao longo do primeiro, segundo e parte do terceiro dia.
A Rio-Santos e todas as suas belas cidades costeiras foi o nosso primeiro caminho.
Em Paraty e Ilha Bela paramos para almoçar e comprar coisinhas, em Angra para fotografar apenas. Em Santos conhecemos a Vila Belmiro, pro delírio do bonito, rs.
Em Caraguá e Peruíbe pernoitamos.
No caminho belas montanhas, praias maravilhosas, parte do que ainda resta da Mata Atlântica, cidades pequenas, cidades grandes.
O terceiro pernoite, no dia 8/1, seria em Curitiba, onde eu conheceria parte da família dele.
De lá seguiríamos, devagar e sempre, rumo à Floripa, nosso destino final.
A BR 116, mais conhecida como Regis Bittencourt, passou a ser o nosso caminho. Infelizmente, obrigatório.
E lá fomos interrompidos por uma mistura que não se mistura, mas que quando se junta boa coisa não faz: água e óleo.
Em frações de segundo o mundo virou de pernas para o ar, literalmente.
Sensação muito estranha. Um misto de espanto, impotência, medo, alívio, incompreensão, dúvida, e o que mais não consigo descrever. Tudo junto.
O carro, destruído.
O teto virou chão, o chão virou teto.
Nosso sustento vinha do cinto de segurança.
Depois de soltos, a janela virou porta.
O acelerador, portanto, teimava ainda em continuar a me prender...
O chão de grama ganhou brilho graças aos muitos caquinhos de vidro.
Nossas coisas espalhadas ao redor, banhadas em combustível.
Já de pé, olhávamos pra nós mesmos, em busca de algo errado.
Encontramos alguns cortes, sangue, grama, terra, vidro, mas corpos inteiros.
Muitas pessoas ao redor, solícitas, ajudando ou querendo ajudar, surgiram nem sei de onde.
Nada foi usurpado, todos os nossos bens preservados.
Fomos atendidos, e continuamos a "viagem" numa ambulância, imobilizados, ainda confusos com tudo o que acontecia.
Hoje entendo quando alguém se refere à alguma situação vivida como se fosse um sonho, como se não fosse real.
Por uma vez fechei os meus olhos e tive a certeza que acordaria naquele hotelzinho simples na beira da praia de Peruíbe...
Ambulância, macas, colares cervicais, tábuas de imobilização.
Pronto-Socorro, Raio X, perguntas, verificação de pertences, pulseiras de identificação nos braços.
Tudo isso era novidade pro bonito, mas acho que muito mais pra mim.
Não prever o que seria feito conosco era impossível de impedir.
Sempre estive do outro lado. Do lado de quem cuida.
Não consigo descrever o que senti.
Nenhum osso quebrado.
Nenhum trauma grave.
Impossível de acreditar, principalmente depois de ver o carro, no dia seguinte, no pátio da PRF, após a alta do hospital.
Então eu me lembrei de um texto da Palavra que diz:

" O ANJO DO SENHOR ACAMPA-SE AO REDOR DOS QUE O TEMEM E OS LIVRA".
(Salmos 34:7)

terça-feira, janeiro 01, 2008

Feliz 2008 pra todos nós!

(Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.)

terça-feira, dezembro 11, 2007

Fidelidade, sempre.


Sou flamenguista, de coração e alma. E isso todo mundo sabe.
Em sampa, sou Corinthians por opção.
Por quê?
Porque é impossível não me identificar com A Fiel.
Motivo?
Tá aí em cima. :)

sábado, outubro 20, 2007

Quase 6 kg de papel...

... e muitas, muitas palavras escritas.
Muitas eram promessas, outras elogios.
Algumas palavras de repreensão, outras de concordância.
Várias eram referentes a planos para o futuro, muitas outras para relembrar o passado.
Umas eram palavras de outros, encaminhadas com a finalidade de dizer algo específico.
Muitas poesias, outras letras de canções, ditas para celebrar o sentimento que existia naquele momento.
Todas ditas por uma única pessoa.

Durante um bom tempo, na verdade alguns anos, fui como que prisioneira dessas palavras.
E as guardava num canto em um armário, em pastas e saquinhos plásticos.
Em vários momentos olhei para elas, e me perguntei: por que vocês ainda estão aqui?
Em todas as vezes não soube responder.
Exceto num dia de domingo, mais precisamente no dia 02/09 desse ano.
Acordei com uma daquelas sensações estranhas de "há algo que não sei o que é mas que precisa ser feito" que vêm sobre mim de vez em quando...
E quando isso acontece, um coisa eu sei: preciso me "libertar" de alguma coisa.
Mas do quê?

Levantei quase com o dia se transformando em tarde, com toda a preguiça e vagareza peculiares às horas estendidas na cama.
Fiz o mesmo "ritual" de sempre do despertar: fui ao banheiro, dei os beijos e afagadas nos caninos, fiz o café, tomei o café na frente da televisão, liguei o computador.
Ao meu lado, "o" armário. Dentro de mim, "aquela" sensação.
Olhei pro armário, abri uma de suas portas, e lá estava o motivo daquela estranha sensação: as palavras.
Todas arrumadinhas naquele canto.
Naquele momento não tive mais dúvidas.
Num capricho, levei-as até a balança do banheiro: quase 6kg!
Mas não me surpeendi...
Dentro de mim algo queimava...

Palavras são como fogo (dependendo de como são ditas), já diziam muitos poetas.
E foi nesse momento que eu soube o que tinha que fazer.
Nenhuma dúvida, nenhum sentimento de perda, nenhuma "sensação estranha" mais...
Só a certeza de que só o fogo poderia ser capaz de colocar um ponto final naquela fase da minha vida, materializada ali por aqueles quase 6kg de papel.

Retirei as folhas dos seus saquinhos e pastas.


Rasguei todas elas em quatro partes.



Improvisei uma fornalha, e as dispus dentro dela.



Lentamente o fogo iniciou seu processo.



Mas logo se intensificou.


Não preciso nem dizer, mas é claro que tudo se transformou em um monte de cinzas.
Mas a imagem das cinzas não precisa ficar registrada.
Percebi que o que vivi foi importante.
Teve significado.
Me fez crescer.
Hoje faz parte de mim, da minha história.

O fogo "limpou e purificou" todo resquício de qualquer sentimento ruim.
As cinzas foram levadas pelo vento.
As lembranças boas e o aprendizado ficam.
Pra sempre, enquanto eu viver.