sábado, abril 28, 2007
Existe música prá tudo na vida...
Capital Inicial
Dinho Ouro Preto / Alvin L. / Yves Passarell
Lento como o tempo
Que não quer passar
Dorme pelos cantos
E me faz pensar
Certo como um corte
Que não quer doer
Olho pro espelho
Sem me conhecer
Vou fingir
Que nunca te vi
Vou viver
Sem ter onde ir
Até cansar
De respirar você
Alguma coisa errada
Quando um par são três
Uma vida inteira
Na primeira vez
Palavra por palavra
O que não quer dizer
Arde tanto a ponto
De enlouquecer
Amanhã vai ser outro dia, amanhã vai ser outro dia...
sexta-feira, abril 27, 2007
Antes e depois...
Meninas, declaradamente "menudetes": divirtam-se!
Meninos: alguns de vocês estão muito melhores que eles hoje! Portanto, não "praguejem" mais! Rs.

Ray hoje é divorciado, e tem um filho.
Faz narrações para filmes publicitários da Coca-Cola, e dirige shows em seu bar em Porto Rico e canta.

Charlie hoje é ator, e um dos galãs de novelas mexicanas.
É casado e tem dois filhos.
Que coisa...
21/05/06 - 17:55Ex-Menudo abre bar caribenho, em Campinas.
Em 2004, o ex-Menudo Roy Rosselo, através de um programa na TV brasileira, reencontrou a filha, Bianca, que mora em Campinas, São Paulo. Desde então, ele decidiu fixar residência no Brasil. Temporariamente, deixou as investidas musicais em um grupo de lado, e decidiu montar um bar onde unirá o útil ao agradável. No próximo dia 8 de junho, Roy inaugura o Caribean Music Food & Drinks, com promessas de canjas de outros ex-Menudos que ainda estão por aqui a passeio.
O Caribean fica na Avenida Antônio Carlos Couto de Barros 2.230, no distrito de Sousas.
E não é que o moço se casou de novo, e a esposa atual, brasileira, que estava grávida, foi ter o bebê lá no hospital onde eu trabalho, no meu setor, no dia do meu plantão?!
Mas um dia Murphy inventou uma lei "sem noção" que leva o nome dele mesmo, e a nossa vida nunca mais foi a mesma... Rs.
Digo isso porque, neste exato dia, é CLARO que eu estava de folga!
E não conheci pessoalmente o Roy.
A galera do plantão disse que foi uma festa e tanto. Até a coreografia da célebre canção "Não se reprima" ele fez com as meninas. Com as meninas, claro, porque os meninos ficaram ao largo, evidentemente, praguejando e achando tudo aquilo ridículo. Exatamente como faziam há uns vinte e poucos anos atrás.
Minha frustração só não foi maior porque não era o Ray. Porque se fosse... nem sei! Rs.
O Menudo me reporta à uma fase deliciosa da minha vida.
Uma fase de inocência, onde achava que já sabia de tudo na vida, mas que obviamente ainda não sabia de quase nada.
Ficava horas esperando pelos programas de rádio que faziam entrevistas com os meninos "mais lindos do mundo".
Gastava o precioso e curto dinheiro da minha mesada comprando álbuns, figurinhas, posters e quaisquer outras coisas que estivessem à venda nas bancas de jornais, sobre os meninos da anteriormente desconhecida Ilha de Porto Rico.
Tinha botons, quadrinhos, faixas de cabelo, pulseiras e camisetas. Sem falar, é claro, nos LPs (todos) e nas fitas K7, que representavam o que havia de mais moderno na época!
Eu tinha um rádio gravador, de apenas um deck. Pouco tempo depois, meu pai comprou um "aparelho de som completo", que tinha duplo-deck!!! Nossa, foi demais!
O passatempo preferido era gravar, em fitas virgens, a seleção do que eu achava que eram as melhores músicas, e dar de presente às amigas.
Sem falar no status que aquele aparelho duplo-deck me conferiu por um bom tempo, claro.
Me lembro que fiquei mais de uma semana sem falar com a minha mãe, quando ela me proibiu de ir ao tão esperado Show do Menudo no Brasil, bem pertinho de mim, no Rio. Chorei por dias!
Hoje dou largas risadas ao me lembrar daquele episódio.
E penso em como esse nosso mundo tão louco dá voltas.
Uma pessoa que era, de uma certa forma tão inatingível em um momento, se torna tão surpreendentemente real e acessível em outro.
Por essas e outras, é impossível fazer minha mente parar de imaginar o futuro. O próximo e o mais distante.
O que estarei fazendo? Aonde estarei fazendo o quê. Com quem? De que jeito?
Não sei, ninguém sabe. Só Ele, em quem confio, e tento descansar.
segunda-feira, abril 16, 2007
A dor e a perda
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)
Excruciante. Me detive nessa palavra que ajuda a definir a sensação que chamamos de Dor.
No dicionário on line encontrei a palavra "torturante", usada para definí-la.
Há dois dias atrás, no último plantão, conheci uma jovem mulher que conheceu bem o significado da dor, definida como está acima. No corpo e na alma.
No meio da gestação recebeu o diagnóstico, através da ultrassonografia, que o seu bebê tinha sérios problemas renais e pulmonares. Não sobreviveria muito tempo depois do nascimento.
Ela, como qualquer mãe que deseja muito o filho, entrou naquela fase que chamamos de negação. Recusou-se a acreditar, em todo o tempo, que tal diagnóstico fosse verdadeiro.
Enfrentou, no corpo, as dores do trabalho de parto até a tão desejada "anestesia do parto", que chamamos de Analgesia.
Poucas horas depois do nascimento, depois de ficar cerca de meia hora com seu pequeno bebê nos braços -ele respirava com muita dificuldade auxiliado por um fino catéter de oxigênio-, ela recebeu a notícia de que tanto fugiu durante vários meses: seu bebê não tinha resistido às malformações de seu corpo. E então enfrentou a dor na alma. Essa sim, mais torturante que a física.
Amparada pelo companheiro, pela mãe e pela sogra, conseguiu dizer apenas uma palavra: "por quê"?
Por que perdemos o que desejamos?
Por que perdemos o que temos?
Por que perdemos o que amamos?
Por que perdemos quem amamos?
Por que a perda?
De acordo com o mesmo dicionário on line, dentre outros significados, perda é:
privação de coisa que se possuía;
extravio;
desaparecimento;
desgraça;
dano;
prejuízo;
ruína.
Todas palavras muito fortes. Difícil, muito difícil falar sobre elas.
Mas numa tentativa limitada e simplória, me detenho no primeiro conjunto de palavras usado para definir a perda: "privação de coisa que se possuía".
Com certeza, prá essa jovem mulher, essa seria a definição perfeita.
Como realizar o fato de que nunca mais será possível ter e ver seu filho, desejado e esperado?
Sei que não se deve mensurar dor e perda. Cada um sente e reage de um jeito. O que é grande prá mim, pode ser pequeno prá você, e vice-versa.
Mas mesmo sabendo disso, me atrevo a dizer que nunca senti tamanha dor, nem sofri tamanha perda. Não sei como reagiria. Não sei o que diria.
Sei apenas o que senti e o que vi naquela difícil e longa madrugada.
Vi pessoas cujo amor esfriou. Que passaram de largo, que não se compadeceram.
Mas vi gente, que como eu, sentiu o coração apertar e doer, como se aquela dor da alma e aquela perda também fossem nossas.
"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo", disse o Senhor.
Minha oração é que a verdade dessa Palavra invada os corações daquela família, e o meu coração também.
E que a "Paz que excede todo o entendimento, inunde os nossos corações, em Cristo Jesus", porque provavelmente jamais conseguiremos compreender o por que das muitas dores e perdas que sofremos.
E também das que ainda, com certeza, sofreremos nesse mundo excruciante.
quinta-feira, abril 05, 2007
Tradução de alma...
Noções
Entre mim e mim, há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos. Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge. Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza, só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.
Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a. Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, e este abandono para além da felicidade e da beleza.
Ó meu Deus, isto é minha alma: qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário, como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera...
(Cecília Meireles)
quinta-feira, março 29, 2007
De volta à realidade...
Não foram exatamente com planejei.
Não pude ir à BH, por exemplo. Mas oportunidade não há de faltar, com certeza. Quanto à taxa de maresia no sangue, ah essa sim, renovadíssima!!! Até consegui ficar semi-morena...
Mas infelizmente esses pequenos prazeres da vida acabam logo. As férias já estão na lembrança, a taxa de maresia insiste em cair de novo e a pele morena vai-se embora a cada nova chuveirada. Inclusive já identifiquei duas novas sardas. Mas ao contrário do que pensava na adolescência, hoje elas são muito bem vindas!
Vi, revi e conheci pessoas.
Fiz visitas maravilhosas.
Dormi em camas diferentes e boas, algumas já conhecidas, mas senti bastante a falta da minha.
Ajudei minha melhor amiga na festa de dois anos de seu filho. Enchi bexigas -os cariocas que me perdoem, mas já adotei esse termo-, enrolei docinhos e os comi, com excessão do beijinho, aquele doce horroroso, cheio de côco. Também estourei muitas bexigas depois da festa, claro!
Vi um filme muito bom, Babel, num espaço cultural maravilhoso na Gávea, o Instituto Moreira Salles. Depois comi um sanduíche light delicioso, acompanhado por refrigerante light e batatas fritas nada lights, na companhia de minha amiga D.
Comi biscoito Globo na praia.
Comi um dos melhores bacalhaus da minha vida na casa de um casal de amigos muito queridos, I e M.
Comi de novo o croquete e o sanduíche de linguiça da Casa do Alemão, depois de muito tempo.
Percebi o quanto preciso emagrecer.
Fui de novo à Madureira depois de muuuitos anos, e lá comprei um pijama novo, com detalhes em cor-de-rosa (e isso é incrível!).
Andei de novo pelas ruas da Tijuca.
Usei muito meu novo All Star vermelho.
Comprei uma bolsa com babadinhos, flores em croché, e alguns brilhinhos. Bem mulherzinha, ao contrário do All Star.
Me entristeci com algumas questões de família.
Muito me alegrei com algumas respostas de Deus!
Mas a vida continua, com a rotina do dia-a-dia dizendo de novo "oi", e uma estranha sensação de felicidade e alívio por estar de volta.
quinta-feira, março 08, 2007
Mais uma!!!
segunda-feira, março 05, 2007
Até que enfim!
sexta-feira, março 02, 2007
Walter Burns era, em 1917, um soldado britânico em combate na Primeira Guerra Mundial.
Das trincheiras ele enviou um cartão postal para sua noiva à época, Amy Hicks.
Ela, entretanto, nunca chegou a receber a correspondência.
Mas isso não impediu o amor entre os dois.
Walter retornou da guerra e se casou com Amy dois anos mais tarde.
Eles permaneceram juntos até a morte dela em 1978.
Walter morreria no ano seguinte, aos 82 anos.
A história de amor do casal voltou à tona há poucas semanas, quando o postal, que provavelmente ficou perdido em um acampamento militar durante o conflito, finalmente foi entregue.
O carteiro Martin Kay encontrou-o em meio à correspondência rotineira do correio da cidade de Swindon e, com a ajuda de historiadores, localizou Joyce Hulbert, 86, filha de Walter e Amy.
O cartão, com 90 anos de atraso, enfim encontrou um destinatário.
Nele o soldado Walter apenas havia enviado uma mensagem para confortar sua amada:
"Estou bem."
Depois de ler essa história, fiquei pensando...
E se o soldado não tivesse voltado, e o final da história não fosse feliz?
Esse cartão poderia ter feito diferença na vida da que era, na época, noiva dele?
Talvez, naquele momento, a ansiedade gerada pela falta de notícias poderia ter sido amenizada com a chegada do postal...
Mas isso é algo quase inimaginável no mundo "informatizado" e "globalizado" em que a maioria de nós vive hoje, não é mesmo?
Enquanto pensava sobre isso me bateu uma saudade tremenda da época em que gastávamos tempo indo à papelarias, escolhendo cartões, escrevendo neles, comprando selos, colocando-os nas caixinhas de correio, ou até mesmo enfrentando as filas enooormes nas agências...
Aí fiz mentalmente alguns caminhos que faço todos os dias, tentando "visualizar" ao menos uma dessas caixas de correio, amarelinhas, sobre aquele poste azul marinho...
Não consegui lembrar de nenhuma!
Amanhã vou fazer alguns desses caminhos de verdade, e ver se a minha memória me pregou mais uma peça, ou se ela tem mesmo razão.
Tenho a maioria das cartas e cartões que recebi na minha adolescência e início de vida adulta. Guardados, separados, conservados.
Há alguns dias atrás li algumas cartas que um grande amigo, o W., agora lá nos States, me mandava quando estudava numa instituição militar aqui em Cps.
Ironicamente, hoje quem mora perto dessa instituição sou eu, algo que na época jamais poderia ter imaginado. Rs. Foi uma experiência deliciosa, nostálgica, e feliz.
É que hoje tudo é tão imediato e instantâneo - me refiro a coisas como fax, e-mail, torpedos, celular com rádio, e tantos outros meios da gente se comunicar rapidamente - que a gente nem conhece mais a letra que cada um tem.
Afinal, até os cartões também se tornaram virtuais. Nada contra, ao contrário, pois sou uma grande "usuária" deles.
Mas o fato é que não sabemos mais qual é a sensação de esperar o carteiro, e ver se no meio das contas (porque essas sim, nunca vão parar de chegar!) está aquela correspondência que poderá fazer a diferença nas nossas vidas durante um dia, ou quem sabe de toda uma semana!
Acho que vou dar uma retrocedida no tempo, e tentar experimentar essa sensação gostosa de novo.
Quem sabe um cartão meu não faz a diferença no dia de alguém?
Assim como poderia ter feito diferença, prá Amy, aquele postal do Walter que não chegou...
Quem sabe??? ;)





