quinta-feira, maio 17, 2007

Mais uma!!!

Dia 06 de maio de 2007. Mais uma conquista! Não poderia deixar de estar aqui.
Indiscutivelmente, essa foi uma vitória contra tudo e contra todos.
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!!!

quinta-feira, maio 10, 2007

A Estrada, o Beetle e a Maresia.

Todo mundo que me conhece sabe como eu gosto de dirigir.
E todo mundo que me conhece também, sabe do quanto eu gosto do Beetle-Juice.
Para os que ainda não sabem, e para muitos os que sabem, o Beetle é um carro.
Mas prá mim, e também para alguns que me conhecem (rs), ele é bem mais do que um simples meio de transporte. É um amigo.
Uns podem até achar isso um devaneio, mas eu nem ligo. Ele é um amigo, e pronto.
E como todo amigo gosta de estar perto de outro amigo, conosco não poderia ser diferente.
Ainda mais quando a gente pode ficar junto fazendo algo que gostamos muito: "pegando" a Estrada!
(Na verdade, a Estrada e o Beetle tem um caso de amor... Mas não digam à ele que eu revelei isso, hein?! No fundo, no fundo, ele é muito tímido...)
Eu entro com os meus dois pés, e ele com os seus quatro. (E ele está de sapatos novos! Chique que só!)
É bem verdade que de vez em quando meu pé direito, sempre mais afoito que o esquerdo, dá uma canseira nos quatro do Beetle, mas logo eles entram em acordo...

E assim a gente vai seguindo! Curtindo cada pedacinho das três rodovias que já fazem parte da nossa vida há quase 10 anos. Isso mesmo, 10 anos! E como o tempo passou rápido... Passou prá mim, porque pro Beetle... imagina! Continua com a mesma carinha. (É verdade que, por culpa minha, ele precisou de duas internações prá umas plásticas, sendo uma delas bem delicada... Mas nada que tenha abalado nossa amizade. Porque amizade de verdade é assim: suporta tudo nessa vida!)
E também assim a gente vai vivendo. Fundindo nossas histórias, vivendo bons e maus momentos, alguns inesquecíveis!
Amanhã, a esta mesma hora, ele e eu vamos curtir mais uma "estradaterapia" juntos!
E olha que a gente anda precisando muito disso!!! Tanto ele quanto eu, acho que na mesma proporção!

Vamos ao encontro de uma outra grande amiga, que fazemos questão de visitar sempre que dá, se possível todo mês: a Maresia. Tão essencial é ela nas nossas vidas, que eu costumo dizer que ela é elemento integrante do meu sangue; e porque não dizer, elemento integrante também dos fluidos do Beetle. A gente até é capaz de medir a "taxa" dela em nós! Rs.

Posso dizer, com certeza, que sou uma pessoa privilegiada.
Tenho muitos amigos. Os de carne e osso, e outros mais "distintos".
E quando esses meus três amigos distintos se juntam, quem mais sai ganhando sou eu, porque é alegria na certa!
É uma mistura infalível que gera uma gostosa sensação de liberdade e felicidade:
A Estrada, o Beetle, e a Maresia.

terça-feira, maio 08, 2007

Existe música prá tudo na vida...

Ai, Quem Me Dera
Vinicius de Moraes

"Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai, quem me dera ver morrrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor

Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem casais

Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim"

Ontem eu estava triste.
Agora é madrugada, e eu continuo assim.

quinta-feira, maio 03, 2007

Ayrton Senna da Silva



No último dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, o Brasil lembrou dos 13 anos da morte de um dos maiores ídolos do esporte nacional, Ayrton Senna. Em 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, o brasileiro escapou com grande velocidade na curva Tamburello e se chocou fortemente contra o muro, acidente que acabou pondo fim a sua carreira vitoriosa no automobilismo.

Ayrton Senna recebeu neste dia uma homenagem no autódromo Enzo e Dino Ferrari, local do acidente que vitimou o brasileiro há exatos 13 anos. A cerimônia foi realizada junto ao monumento erguido na curva Tamburello, e contou com a participação de fãs e admiradores do ex-piloto.



Coincidência ou não, o evento ocorreu alguns dias após a sentença da Corte de Cassação Italiana, que responsabilizou o diretor da Williams em 1994, Patrick Head, pelo acidente fatal. Segundo o tribunal, a causa do acidente que levou à morte do brasileiro foi a "ruptura da barra de direção, devido a modificações mal projetadas e mal executadas". Apesar da decisão, Head, que havia apelado à sentença em primeiro e segundo graus, não será condenado, pois o caso prescreveu devido aos treze anos transcorridos.



Recentemente, o chefão da F-1, Bernie Ecclestone, reafirmou sua admiração por Senna, que o considera como o "maior piloto de todos os tempos”.


Me lembro perfeitamente daquele dia. Um domingo de manhã. Dia quente, nublado, sem vento. Estava em Bangú, Rio, com R., meu namorado na época, indo para a Igreja que ele frequentava. Passávamos em frente a um açougue, acho, quando ouvimos a notícia pela televisão.
Ainda confusos com a notícia, que não era clara o suficiente para sabermos o que de fato estava acontecendo, chegamos a Igreja. A liturgia do culto havia sido interrompida, pois o Pastor tinha convocado a todos para que orassem em favor do "brilhante jovem piloto". E todos obedeceram. Oravam como se o estivessem fazendo por algum familiar ou amigo muito próximo e íntimo.
Uns choravam. Alguns como eu, mais discretamente, outros porém copiosamente.
Não demorou muito para que todos soubessem do final daquela triste história.
E aquele domingo não foi mais o mesmo. Pra ninguém.

Nunca mais consegui assistir a uma corrida de Fórmula 1 por mais de 5 minutos.
Nunca mais os "domingos de velocidade" foram os mesmos.
Nem nunca mais serão.
A nova geração de pilotos que me perdoe.

segunda-feira, abril 30, 2007


O britânico Paul Bonhomme venceu neste sábado (21/04/07) a segunda etapa do Red Bull Air Race, na praia de Botafogo - Rio de Janeiro. O evento atraiu por volta de 1 milhão de pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar. O público tomou a praia de Botafogo, além do aterro do Flamengo, Urca, Pão de Açúcar e bairros vizinhos. Diversas embarcações também prestigiaram o verdadeiro show que os pilotos proporcionaram.As manobras arrojadas e a baixa altura, em velocidades superiores a 350 km/h, também puderam ser vistas em telões especiais, distribuidos pela organização. Aproximadamente seis milhões de espectadores presenciaram oito corridas no ano passado.

O Red Bull Air Race Etapa Rio vai entrar para a história como o maior evento esportivo em número de pessoas assistindo ao vivo num mesmo local no Brasil.



E sabe o que foi o melhor de tudo isso?
Segundo o comentarista Ruy Castro, da Band News, NENHUM boletim de ocorrência foi registrado nas delegacias próximas ao evento!
Mas sequer alguma menção na mídia foi feita sobre isso. Pelo menos, nada chegou aqui pelos cantos do interior paulista...

Mas eu não poderia deixar de registrar isso, pois numa cidade refém do medo, onde a guerra urbana patrocinada em grande parte, mas não somente, pelo tráfico de drogas, é possível acontecer um evento desse tamanho sem que coisas ruins ocorram ao mesmo tempo.
Porque para cariocas, de fato e de coração, essa cidade ainda continua maravilhosa!

Eu não gosto de Red Bull, mas hoje mesmo vou tomar um em comemoração ao fato de ser ele o patrocinador de algo tão radicalmente bonito.
Ele pode não dar asas prá gente que nem eu, mas prá aqueles pilotos, ô de dá!!! ;)

sábado, abril 28, 2007

Existe música prá tudo na vida...

Respirar Você

Capital Inicial
Dinho Ouro Preto / Alvin L. / Yves Passarell

Lento como o tempo
Que não quer passar
Dorme pelos cantos
E me faz pensar
Certo como um corte
Que não quer doer
Olho pro espelho
Sem me conhecer

Vou fingir
Que nunca te vi
Vou viver
Sem ter onde ir
Até cansar
De respirar você

Alguma coisa errada
Quando um par são três
Uma vida inteira
Na primeira vez
Palavra por palavra
O que não quer dizer
Arde tanto a ponto
De enlouquecer

Amanhã vai ser outro dia, amanhã vai ser outro dia...

sexta-feira, abril 27, 2007

Antes e depois...

Pegando "carona" no post aí debaixo, curtam o antes e depois dos menudos.
Meninas, declaradamente "menudetes": divirtam-se!
Meninos: alguns de vocês estão muito melhores que eles hoje! Portanto, não "praguejem" mais! Rs.










Ray hoje é divorciado, e tem um filho.
Faz narrações para filmes publicitários da Coca-Cola, e dirige shows em seu bar em Porto Rico e canta.










Charlie hoje é ator, e um dos galãs de novelas mexicanas.
É casado e tem dois filhos.



















Roy já foi casado quatro vezes.
Tem três filhos dos casamentos anteriores. Atualmente é casado com uma brasileira, com quem teve um menino recentemente.
Tem uma corretora de imóveis com o pai em Porto Rico, e um bar temático na cidade de Campinas.










Robby é casado e tem um filho.
Participou do filme "Salsa", gravou discos solo, e é produtor musical.
Produziu os três últimos discos de Rick Martin.










Rick é o Menudo que "deu certo".
Já vendeu mais de 10 milhões de discos.
É o único que não se casou e nem teve filhos.





Que coisa...

21/05/06 - 17:55
Ex-Menudo abre bar caribenho, em Campinas.
Em 2004, o ex-Menudo Roy Rosselo, através de um programa na TV brasileira, reencontrou a filha, Bianca, que mora em Campinas, São Paulo. Desde então, ele decidiu fixar residência no Brasil. Temporariamente, deixou as investidas musicais em um grupo de lado, e decidiu montar um bar onde unirá o útil ao agradável. No próximo dia 8 de junho, Roy inaugura o Caribean Music Food & Drinks, com promessas de canjas de outros ex-Menudos que ainda estão por aqui a passeio.
O Caribean fica na Avenida Antônio Carlos Couto de Barros 2.230, no distrito de Sousas.

E não é que o moço se casou de novo, e a esposa atual, brasileira, que estava grávida, foi ter o bebê lá no hospital onde eu trabalho, no meu setor, no dia do meu plantão?!
Mas um dia Murphy inventou uma lei "sem noção" que leva o nome dele mesmo, e a nossa vida nunca mais foi a mesma... Rs.
Digo isso porque, neste exato dia, é CLARO que eu estava de folga!
E não conheci pessoalmente o Roy.
A galera do plantão disse que foi uma festa e tanto. Até a coreografia da célebre canção "Não se reprima" ele fez com as meninas. Com as meninas, claro, porque os meninos ficaram ao largo, evidentemente, praguejando e achando tudo aquilo ridículo. Exatamente como faziam há uns vinte e poucos anos atrás.
Minha frustração só não foi maior porque não era o Ray. Porque se fosse... nem sei! Rs.

O Menudo me reporta à uma fase deliciosa da minha vida.
Uma fase de inocência, onde achava que já sabia de tudo na vida, mas que obviamente ainda não sabia de quase nada.

Ficava horas esperando pelos programas de rádio que faziam entrevistas com os meninos "mais lindos do mundo".
Gastava o precioso e curto dinheiro da minha mesada comprando álbuns, figurinhas, posters e quaisquer outras coisas que estivessem à venda nas bancas de jornais, sobre os meninos da anteriormente desconhecida Ilha de Porto Rico.

Tinha botons, quadrinhos, faixas de cabelo, pulseiras e camisetas. Sem falar, é claro, nos LPs (todos) e nas fitas K7, que representavam o que havia de mais moderno na época!
Eu tinha um rádio gravador, de apenas um deck. Pouco tempo depois, meu pai comprou um "aparelho de som completo", que tinha duplo-deck!!! Nossa, foi demais!
O passatempo preferido era gravar, em fitas virgens, a seleção do que eu achava que eram as melhores músicas, e dar de presente às amigas.
Sem falar no status que aquele aparelho duplo-deck me conferiu por um bom tempo, claro.
Me lembro que fiquei mais de uma semana sem falar com a minha mãe, quando ela me proibiu de ir ao tão esperado Show do Menudo no Brasil, bem pertinho de mim, no Rio. Chorei por dias!

Hoje dou largas risadas ao me lembrar daquele episódio.
E penso em como esse nosso mundo tão louco dá voltas.
Uma pessoa que era, de uma certa forma tão inatingível em um momento, se torna tão surpreendentemente real e acessível em outro.
Por essas e outras, é impossível fazer minha mente parar de imaginar o futuro. O próximo e o mais distante.
O que estarei fazendo? Aonde estarei fazendo o quê. Com quem? De que jeito?
Não sei, ninguém sabe. Só Ele, em quem confio, e tento descansar.



segunda-feira, abril 16, 2007

A dor e a perda

A dor é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e emocional.
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Excruciante. Me detive nessa palavra que ajuda a definir a sensação que chamamos de Dor.
No dicionário on line encontrei a palavra "torturante", usada para definí-la.

Há dois dias atrás, no último plantão, conheci uma jovem mulher que conheceu bem o significado da dor, definida como está acima. No corpo e na alma.
No meio da gestação recebeu o diagnóstico, através da ultrassonografia, que o seu bebê tinha sérios problemas renais e pulmonares. Não sobreviveria muito tempo depois do nascimento.
Ela, como qualquer mãe que deseja muito o filho, entrou naquela fase que chamamos de negação. Recusou-se a acreditar, em todo o tempo, que tal diagnóstico fosse verdadeiro.
Enfrentou, no corpo, as dores do trabalho de parto até a tão desejada "anestesia do parto", que chamamos de Analgesia.
Poucas horas depois do nascimento, depois de ficar cerca de meia hora com seu pequeno bebê nos braços -ele respirava com muita dificuldade auxiliado por um fino catéter de oxigênio-, ela recebeu a notícia de que tanto fugiu durante vários meses: seu bebê não tinha resistido às malformações de seu corpo. E então enfrentou a dor na alma. Essa sim, mais torturante que a física.
Amparada pelo companheiro, pela mãe e pela sogra, conseguiu dizer apenas uma palavra: "por quê"?

Por que perdemos o que desejamos?
Por que perdemos o que temos?
Por que perdemos o que amamos?
Por que perdemos quem amamos?
Por que a perda?

De acordo com o mesmo dicionário on line, dentre outros significados, perda é:
privação de coisa que se possuía;
extravio;
desaparecimento;
desgraça;
dano;
prejuízo;
ruína.
Todas palavras muito fortes. Difícil, muito difícil falar sobre elas.

Mas numa tentativa limitada e simplória, me detenho no primeiro conjunto de palavras usado para definir a perda: "privação de coisa que se possuía".
Com certeza, prá essa jovem mulher, essa seria a definição perfeita.
Como realizar o fato de que nunca mais será possível ter e ver seu filho, desejado e esperado?

Sei que não se deve mensurar dor e perda. Cada um sente e reage de um jeito. O que é grande prá mim, pode ser pequeno prá você, e vice-versa.
Mas mesmo sabendo disso, me atrevo a dizer que nunca senti tamanha dor, nem sofri tamanha perda. Não sei como reagiria. Não sei o que diria.

Sei apenas o que senti e o que vi naquela difícil e longa madrugada.
Vi pessoas cujo amor esfriou. Que passaram de largo, que não se compadeceram.
Mas vi gente, que como eu, sentiu o coração apertar e doer, como se aquela dor da alma e aquela perda também fossem nossas.

"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo", disse o Senhor.
Minha oração é que a verdade dessa Palavra invada os corações daquela família, e o meu coração também.
E que a "Paz que excede todo o entendimento, inunde os nossos corações, em Cristo Jesus", porque provavelmente jamais conseguiremos compreender o por que das muitas dores e perdas que sofremos.
E também das que ainda, com certeza, sofreremos nesse mundo excruciante.

quinta-feira, abril 05, 2007

Tradução de alma...

Noções

Entre mim e mim, há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos. Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.

Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge. Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza, só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a. Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é minha alma: qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário, como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera...

(Cecília Meireles)